Inicio da adaptação ao modelo SIRS
Após a decisão do método a ser aplicado para modelar as prevenções de terrorismo partimos para a adaptação do modelo ao sistema proposto para ser utilizado da melhor forma. A partir disso é necessário encontrar semelhanças entre o modelo e o sistema a ser utilizado.
Como o modelo escolhido parte da divisão da população (N) total em três parcelas variáveis no tempo (S,I,R) , o primeiro passo é encontrar o que seria essa parcela total, e o que seria as outras 3 parcelas menores.
O objetivo do método é encontrar uma proporção em que uma medida preventiva irá causar no sistema como um todo, logo, a solução proposta é dividir a análise em duas partes:
Análise Básica: A partir do modelo adequado e dos dados colhidos, simular como seria o comportamento das 3 parcelas no decorrer do tempo, com o objetivo de saber como o sistema comporta sem a aplicação das medidas preventivas.
Análise Total: Consiste em implementar o coeficiente resultante da aplicação de medidas preventivas e obtendo um resultado, para que este seja comparado ao resultado da análise básica, observando então, como as medidas preventivas irão de fato impactar na resposta final.
Com base nas fórmulas apresentadas no post anterior e os dados coletados no inicio do processo, foi possível obter expressões que representem o sistema da maneira mais fidedigna possível dentro das limitações da pesquisa. Estas serão apresentadas e descritas abaixo juntamente com as fórmulas base do modelo.


As fórmulas representadas acima apresentam algumas mudanças comparado ao conjunto de fórmulas padrão, o que é natural já que estas estão passando por um processo de adaptação. O primeiro ajuste feito foi a determinação da "doença" em cada caso, posteriormente decidiu-se quem iria compor cada parcela da população Nv e Nt. A "doença" a ser tratada no primeiro conjunto de equações que correspondem as vitimas (sub-índice V) será o terrorismo de fato, sendo os suscetíveis (Sv) toda a população norte-americana, os infectados aqueles que já sofreram um atentado e os recuperados a parcela da população que sobreviveu a um atentado.
Já o "distúrbio" abordado no segundo conjunto de equações que se referem aos terroristas (sub-índice T) é a propagação dos ideias terroristas, sendo os suscetíveis (Sv) a população mundial que apresenta de alguma forma problemas psiclógicos e socio-econômicos, além de intolerância religiosa, entre outros. Os infectados são os terroristas que disseminam o ódio por meio das midias sociais e atraem cada vez mais membros aos seus grupos, e os recuperados são os terroristas que deixaram de praticar o terror e foram reintegrados a sociedade.
Note que no caso das vitimas os infectados não transmitem a "doença" a outro ser humano o que faz com que o parâmetro que relaciona a taxa de transmissão (Beta V) seja zero. Porém o número de infectados cresce a medida que o número de atentados sobe que por sua vez só aumenta graças ao ingresso cada vez maior de pessoas em grupos terroristas. Devido a este fato julgamos necessário a inclusão de um parâmetro Theta que relaciona o aumento de terroristas com o aumento de atentados e vitimas destes atos. Além disso, os parâmetros Gamma e Rho relacionado as vítimas terão respectivamente os valores zero e um, visto que uma pessoa nunca se torna resistente a um ato terrorista o que faz com que todas as pessoas recuperadas se tornem suscetíveis novamente.
É necessário observar que os parâmetros Theta e Beta T, sofrem influência de outros fatores como visto nas expressões acima, isso se deve ao fato destes fatores serem as medidas preventivas que serão aplicadas no sistema visando a diminuição dos atentados. Cada uma destas medidas serão apresentadas e descritas a seguir:
Theta 1: Fiscalização do comércio de produtos bélicos e o financimento dos grupos terroristas;
Theta 2: Tipos de ameaça e os tipos de entrega destas de acordo com os grupos terroristas;
Theta 3: Disseminação de culturas e do conhecimento das religiões;
Beta 1: Fiscalização das mídias sociais
Beta 2: Apoio psicológico e socioeconômico nos locais onde os grupos pertencem ou atuam;
Rho T: Restrição do contato de um recuperado com um infectado;
Gamma T: Apoio psicológico aos recuperados e apresentação dos malefícios do terror.

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